Entenda a relação entre uso de fitoterápicos e neuroproteção de idosos

Entenda a relação entre uso de fitoterápicos e neuroproteção de idosos

Post do dia: 2017-08-16 14:05:44. Publicado 01/12/2015 por Prof. MsC José Aroldo Filho Categoria: Novidades .

O assunto de hoje é o uso de polifenóis na neuroproteção e no declínio cognitivo de idosos.

Você conhece a blueberry?

Conhecida no Brasil como mirtilo (Vaccinium myrtillus L.), seus frutos são provenientes de pequenos arbustos, comuns em regiões montanhosas do hemisfério Norte.

Os mirtilos pertencem à família Ericaceae e ao gênero Vaccinium. Várias espécies do mirtilo podem ser encontradas em diferentes áreas geográficas, dependendo das variadas condições climáticas necessárias para o seu crescimento.

Medicamento fitoterápico de registro simplificado

Foi dessa forma que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/MS) apresentou, em 2014, o mirtilo em nosso país. Isso porque os extratos obtidos dos frutos maduros do mirtilo são muito eficientes no apoio do tratamento da fragilidade e alteração da permeabilidade capilar, além do tratamento da insuficiência venosa periférica.

Interesse dos cientistas pelo mirtilo

Já se sabe que os efeitos benéficos do mirtilo vão além do apoio à microcirculação. Isso graças às crescentes pesquisas sobre o assunto, que há um tempo vêm despertando o interesse de pesquisadores devido aos resultados positivos que os polifenóis do mirtilo trazem para a nossa saúde.

Provedor de suporte ao estresse oxidativo

Ricos em antocianosídeos, os mirtilos são fontes de flavonoides que possuem fortes propriedades antioxidantes, promovendo suporte ao estresse oxidativo. A exposição excessiva a espécies reativas de oxigênio poderiam levar a dano cumulativo em cognição e comprometimento motor.

O comprometimento motor poderia se agravar em casos de exposição crônica, que são mais exacerbadas em desordens neurodegenerativas, tais como a Doença de Alzheimer e a Doença de Parkinson.

Assumindo que o estresse oxidativo é o principal fator envolvido na patogênese do envelhecimento cerebral e das doenças neurodegenerativas, aumentar os níveis de antioxidantes poderia atrasar o início de sinais de envelhecimento ou reverter os já estabelecidos.

Giacalone e colaboradores (2011) observaram que polifenóis de mirtilo poderiam tornar-se agentes farmacológicos úteis para várias condições, incluindo doenças neurológicas.

Conheça outras propriedades dos fitoquímicos do mirtilo citadas por esses autores

• Estabilização de fibras de colágeno e promoção da biossíntese de colágeno,

• Diminuição da permeabilidade e fragilidade capilar,

• Inibição da agregação plaquetária,

• Diminuição da liberação e síntese de compostos pró-inflamatórios como a histamina, prostaglandinas e leucotrienos.

 

Fique atento: a ingestão média de polifenóis na dieta nos países ocidentais é de aproximadamente 1g/dia. A ANVISA/MS (2014) recomenda o consumo diário de 110 a 170mg de antocianosídeos expressos em cloreto de cianidina-3-O-glicosídeo.

 

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Confira os nossos conteúdos adicionais:

Instrução Normativa N° de 13 de maio de 2014 - Anvisa

Uso de polifenóis e neuroproteção

 

Referências

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 02 de 13 de maio de 2014. Publica a “Lista de medicamentos fitoterápicos de registro simplificado” e a “Lista de produtos tradicionais fitoterápicos de registro simplificado”.

Giacalone M, Di Sacco F, Traupe I, Topini R, Forfori F, Giunta F. Antioxidant and neuroprotective properties of blueberry polyphenols: a critical review. Nutr Neurosci. 2011 May;14(3):119-25.


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Diretor – NutMed Atualização e Preparatório Mestre em Fisiopatologia Clínica e Experimental - UERJ Especialista em Nutrição Clínica e em Fitoterapia - ASBRAN Pós graduado em Medicina Ortomolecular - UVA Nutricionista militar - PMERJ Ex-Professor Auxiliar de Nutrição Clínica do Instituto de Nutrição - UERJ e USU Professor do Programa de Pós-Graduação em Terapia Nutricional do Instituto de Nutrição - UERJ, UGF e UniRedentor Ex Prof Militar de Nutrição - Marinha do Brasil Ex Supervisor de Pesquisa de Campo do Departamento de Epidemiologia do Instituto de Medicina Social – UERJ email: nutmed@nutmed.com.br

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